
A itabunense Maria Alice Araújo Pereira, que nesta segunda-feira, dia 31, completa 73 anos, outra coisas não fez ao longo das últimas cinco décadas, no poder ou fora dele, a não ser reuniões, negociações, composições, campanhas, articulações políticas. É, sem dúvida, uma das poucas mulheres no sul da Bahia que estão há tanto tempo no cenário regional discutindo questões ligadas ao sul da Bahia.
Líder estudantil no Colégio Divina Providencia, Maria Alice iniciou a militância política aos vinte anos, no extinto Movimento Democrática Brasileiro, ao lado de Ney Ferreira, Daniel Gomes. Fernando Gomes e Gutemberg Amazonas. Em 1972, em pleno regime militar, o MDB – o partido que abrigava comunista e fazia oposição ao Governo – elegeu o empresário José Oduque Teixeira prefeito de Itabuna.
Poetisa, artista plástica, radialista, apreciadora da gastronomia portuguesa e baiana, Maria Alice foi secretária municipal e vereadora. Na décadas de 70 e 80, participou, ao lado de outras mulheres baianas, do movimento de resistência democrática, das campanhas de Waldir Pires e das “Diretas Já”, da eleição de Tancredo Neves e da construção da Amurc. Coordenou inúmeras campanhas de governadores, deputados, prefeitos e vereadores.
Temida e querida, amada e odiada, ao longo dessas cinco décadas “Dona Maria Alice” colecionou amigos e desafetos; conquistou uma legião de seguidores e admiradores, e ganhou inúmeros adversários, alguns inimigos.
Hoje, fora do poder há mais um ano, a chamada “Dama de Ferro” tem grande e marcante presença nos bastidores da política local, promovendo reuniões e articulações com lideranças estaduais e locais, visando as eleições de outubro próximo.
No cenário itabunense, Maria Alice lembra fênix – aquela ave mitológica que possui uma extraordinária força e representa os ciclos da vida, o recomeço, o passado, o presente e o futuro...