
Vítima de complicações clínicas, faleceu nas primeiras horas desta terça-feira, dia 23, em Itabuna, o médico Baldoíno Azevedo. Aos 85 anos, ele estava internado no hospital Calixto Midlej, onde foi submetido a procedimentos cirúrgicos, devido a um tratamento longo de câncer de próstata.
Baiano de Jequié, Dr. Baldoíno, como era mais conhecido, nasceu no dia 24 de abril de 1940. Médico clínico e patologista, foi um dos primeiros profissionais negros a atuar em Itabuna. Nos municípios do sul da Bahia, fundou inúmeros laboratórios. Em 1988, fundou uma fundação que leva o seu nome.
Situada no bairro de Fátima, em Itabuna, a Fundação Dr. Baldoíno Lopes de Azevedo oferece acolhimento e cuidado para crianças e, principalmente, idosos em vulnerabilidade. A instituição social mantém o Lar dos Idosos e a Creche Escola Pequeno Lar. Com doações de organismos públicos e privados e a colaboração da comunidade presta a assistência a pessoas idosos e a pessoas com HIV/Aids.
Durante décadas, manteve, no bairro Pontalzinho, um laboratório de análises cínicas. Em 1993, devido ao seu trabalho comunitário, Dr. Baldoíno foi convidado pelo então prefeito Geraldo Simões para assumir a Secretaria de Assistência Social de Itabuna.
Baldoíno Azevedo deixa viúva e três filhos: Kátia Guedes de Azevedo, Alexander Guedes de Azevedo e Fernanda Azevedo.
Seus familiares ainda não informaram o local do velório e o horário do seu sepultamento.