
As inundações são fenômenos previsíveis e devem ser tratadas pelos prefeitos como situação de graves riscos à vida da população, afirmou no manhã desta terça-feira, dia 15, o meteorologista Rosalve Lucas.
Direto de Vitória da Conquista, o professor da UESB-Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, afirmou em entrevista à radialista Silmara Souza, do programa Balanço geral, da TV Cabrália, afirmou que é possível mapear possíveis desastres causados pelas chuvas de verão e, assim, evitar que pessoas percam a casa, os móveis ou até a vida.
Uma das causas das inundações são o acúmulo de dejetos e detritos, o descarte irregular de lixo que entopem os bueiros e a falta de limpeza dos canais pluviais. Em Itabuna, as inundações poderiam ser amenizadas ou até evitadas se bocas de lobo não estivessem obstruídas por lixo", afirmou ao Blog do Bené, o motorista de táxi Adailton Machado, da praça do bairro Conceição.
No Vila Anália e Sarinha Alcântara, os moradores revoltados reclamam da falta de limpeza regular do canal por parte Prefeitura. Desde dezembro do ano passado, quando os bairros sofreram inundação, os técnicos da Secretaria de Obras não estiverem nos locais, para realizar os serviços considerados de rotina.
Segundo Rosalve Lucas, o sul da Bahia, em especial Itabuna e Ilhéus estão situados num chamado corredor de umidade e durante este período enfrentam uma ZCAS-Zona de Convergência do Atlântico Sul, um sistema meteorológico típico do verão. "Assim como ocorreu no final do ano passado, as chuvas deste mês de novembro são reflexo do fenômeno climático La Niña", acrescentou.
A Lá Niña é um fenômeno natural que consiste no resfriamento anômalos das águas do Oceano Pacífico. Essa anomalia climática ocorre, em média, em um intervalo de dois a sete anos e provoca uma série de alterações nos padrões de chuva e temperatura globais.