
Quais as consequência da visita de Lúcio Vieira Lima ao eixo Ilhéus-Itabuna, no último final de semana? Qual a contribuição que o presidente de honra do MDB da Bahia deu para, a um ano das eleições municipais, mudar o atual cenário político regional? Nas próximas semanas, espera-se, teremos as respostas essas duas indagações.
Lúcio não desembarcou sozinho. Ele chegou acompanhado de assessores, dos secretários estaduais José Antonio Maia Gonçalves, de Administrçaão Penitenciária e Ressocialiação, e Larissa Moraes, de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, do deputado estadual Matheus Ferreira-Matheus de Geraldinho Júnior e do ex-secretário de Infraestrutura de Itabuna, Almir Melo Filho.
O Blog do Bené acompanhou toda a sua visita. Aqui, Lúcio foi recepcionado pelo presidente do PT-Itabuna Jackson Moreira e pelo presidente do MDB-Itapé Juliano Miranda, por lideranças emedebistas da região, empresários e por Geraldo Simões. Em dois dias, ele conversou com o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre- Marão, do PSD, e com a deputada estadual Soane Galvão, do PSB. Com o vice-prefeito de Itabuna, Enderson Guinho, do União Brasil, e o vereador itabunense Danilo Feitas, do Solidariedade.
O presidente de honra do MDB da Bahia deu entrevista a blogs e a rádios. Encontrou-se com sindicalistas, pré-candidatos a vereador e líderes comunitários, e esteve no “Senado” do Café Pomar, no ABC da Noite do Cabloco Alencar, na lanchonete de Mércio, no Empório 73 e no Boteco do Gaúcho, considerados pontos de discussão política itabunense. Em Ilhéus, esteve no Vesúvio.
Engenheiro agrônomo e agropecuarista, o ex-deputado federal visitou a Expofenita, no Parque de Exposições Antonio Setenta. No Palace Hotel, se reuniu com empresários e agropecuaristas regionais. Os ex-vereadores Charliane Sousa, Rui Machado e Clóvis Loiola, a presidente da Câmara de Vereadores de Coaraci, Naarah Ribeiro, o presidente do Patriota de Itabuna, Fábio Lima, o médico Antônio Mangabeira, do PL, e o empresário Rafa Moreira também conversaram com ele.
A retomada da discussão da implantação da Região Metropolitana no sul da Bahia foi pauta do encontro de Lúcio com Marão, Soane, Geraldo, Matheus Ferreira, Larissa e José Antônio. Eles discutiram também o reinício das obras de construção um novo trecho da Fiol-Ferrovia de Integração Oeste-Leste, a implantação de um porto seco às margens da BR-101, no distrito de Mutuns, a situação da população carcerária na região, além da ampliação do sistema de abastecimento de água de Itabuna.
Nas entrevistas e nos pronunciamentos, Lúcio Vieira Lima foi muito duro em relação à atual gestão municipal itabunense. Por conhecer o temperamento do dirigente emedebista, o prefeito optou pelo silêncio. Na verdade, desde a adolescência, Augusto Castro nunca bateu de frente, não é de enfrentar um adversário. O confronto não é um traço de sua personalidade. Entretanto, bastante preocupado com a presença do presidente de honra do MDB na região, Augusto monitorou todos os passos nas trinta horas que o ex-deputado federal aqui permaneceu. Pelos grupos de WhatsApp, acompanhou em termo real. Do gabinete e de seu apartamento, ouviu atentamente as duas entrevistas que Lúcio deu à Difusora e à Interativa.
Lúcio Vieira Lima não veio ao eixo Ilhéus-Itabuna a passeio. Trouxe pessoalmente o apoio do MDB e sua estrutura política à Geraldo Simões. O seu partido integra das bases de Lula e Jerônimo, com três ministros e o vice-governador Gerado Júnior. Itabuna é um município estratégico em termos eleitorais e o PT um aliado próximo. Será que o presidente de honra da agremiação no Estado viria ao sul da Bahia e aqui permaneceria por dois dias sem o prévio conhecimento do presidente da República, do seu irmão Geddel, do senador Jaques Wagner, do governador Jerônimo Rodrigues e do coordenador do processo eleitoral petista, Everaldo Anunciação?
Antes de obtermos as respostas às duas indagações tem-se a certeza de que Lúcio Vieira Lima conseguiu o seu objetivo na sua visita a Itabuna e Ilhéus: fortalecer a pré-campanha de Geraldo Simões, do PT; se reunir com um maior número de críticos da atual administração municipal itabunense; desestabilizar politicamente o prefeito Augusto Castro e atrair as atenções da mídia e de uma significativa parcela da população.